FIA analisa mudanças no sistema de energia da Fórmula 1 após críticas de pilotos ao novo regulamento da temporada.
A Fórmula 1 pode passar por novos ajustes técnicos nas próximas corridas da temporada. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) está avaliando mudanças no gerenciamento de energia dos carros após críticas de pilotos e equipes nas primeiras etapas do campeonato.
O tema ganhou força após o início do novo regulamento, que aumentou significativamente o peso do sistema elétrico nas unidades de potência da categoria.
1. Novo regulamento aumentou o uso de energia elétrica
A atual geração de carros da Fórmula 1 passou a utilizar uma divisão mais equilibrada entre o motor a combustão e o sistema elétrico.
Com as mudanças, a parte elétrica agora representa cerca de 50% da potência total dos carros, em uma tentativa de tornar a categoria mais eficiente e alinhada às tecnologias sustentáveis.
Apesar da proposta de modernização, o novo sistema trouxe desafios técnicos que começaram a aparecer já nas primeiras corridas.
2. Recuperação de energia tem sido um problema
Uma das principais dificuldades está na recuperação de energia das baterias durante as provas.
Normalmente, essa recarga ocorre em dois momentos principais:
- Durante as frenagens
- Quando o piloto reduz o ritmo nas retas, técnica conhecida como lift and coast
Mesmo utilizando essas estratégias, em muitos casos os carros não conseguem recuperar energia suficiente para manter o desempenho ideal ao longo da corrida.
3. Superclipping virou preocupação
Outro fenômeno que passou a aparecer com frequência é o chamado superclipping.
Isso acontece quando a bateria do carro se esgota no meio de uma reta, provocando uma queda repentina de potência.
Quando isso ocorre, o piloto perde velocidade e fica vulnerável a ataques dos adversários.
4. Ultrapassagens estão sendo influenciadas pela bateria
O impacto do sistema ficou evidente no Grande Prêmio da Austrália, realizado no circuito de Albert Park.
A corrida registrou cerca de 120 ultrapassagens, muitas delas influenciadas diretamente pelo nível de carga das baterias.
Quando um piloto utiliza o modo de ultrapassagem ou o chamado boost, ele ganha potência extra para superar o adversário. Porém, se o rival tiver mais energia disponível, pode rapidamente recuperar a posição.
5. Pilotos criticaram o comportamento das corridas
Alguns dos principais nomes da Fórmula 1 criticaram o novo comportamento das disputas.
O atual campeão Lando Norris e o tetracampeão Max Verstappen classificaram o sistema como “artificial”.
Verstappen chegou a comparar algumas disputas com o jogo Mario Kart, no qual os personagens utilizam poderes especiais durante as corridas.
6. Sistema também afetou as largadas
Outro impacto inesperado do regulamento apareceu nas largadas.
Durante a pré-temporada, vários pilotos relataram dificuldades para acelerar quando as luzes se apagavam.
Para minimizar o problema, a FIA decidiu permitir cinco segundos adicionais para que os pilotos elevem a rotação do motor antes da largada.
Mesmo com a adaptação, alguns competidores ainda começaram corridas com baterias parcialmente descarregadas, o que também gerou preocupação em relação à segurança.
7. FIA deve discutir ajustes após o GP da China
A Federação Internacional de Automobilismo pretende analisar a situação após a próxima etapa do campeonato.
A Fórmula 1 disputa o Grande Prêmio da China no circuito de Shanghai International Circuit, corrida considerada importante para reunir mais dados sobre o comportamento das novas unidades de potência.
A partir dessas análises, a FIA poderá discutir possíveis mudanças no regulamento para equilibrar o desempenho dos carros e melhorar a dinâmica das corridas.
